Como funciona a lubrificação do motor com cárter seco.

Dizer que um carro tem cárter seco é o mesmo que falar que ele não possui o cárter propriamente dito e que o óleo é armazenado num reservatório à parte.  São duas as vantagens: a primeira é diminuir a altura do motor, baixando o centro de gravidade. A outra é a lubrificação contínua – mesmo que o moto esteja  sujeito a acelerações laterais fortes, como numa curva fechada a 100 quilômetros por hora. Nesse caso, a função de um cárter normal é prejudicada,  pois o tubo de sucção (“pescador”, em mecaniques), que fica no centro do cárter, tem dificuldades em “achar” o óleo, que é jogado de uma extremidade a outra. No cárter seco, a bomba tem dupla função: empurrar o óleo para dentro do motor e aspirá-lo de volta após completar a ciclo de lubrificação. Antes disso, porém, o óleo já terá passado por uma espécie de serpentina, eliminando todas as bolhas de ar. Por que, então, a maioria dos carros não o utiliza? Em uma palavra, preço. Seu uso mais comum está em veículos de competição, carros de pista e fora-de-estrada e algumas motocicletas como HD e BMW. Mas essa tecnologia está longe de ser uma novidade: na década de 30, alguns bólidos já quebravam recordes a mais de 300 quilômetros por hora com motores em “v” de 18 cilindros lubrificados por meio de cárter seco.

 

Ronaldo Cechella
Hangar 44 Motos